
O tempo some por entre os dedos mas reaparece na palma das mãos. É um vai e vem, fluído em memórias e enriquecido com novos termos. Em ocasiões dá vontade de fazer ‘rewind’, permanecendo no passado. Mas há quem diga que o passado é museu e tudo o que lá foi feito não se multiplica. Quem não acredita que temos uma pessoa guardada? Histórias e histórias, agimos sentimentalmente, fazemos intencionalmente e acontece naturalmente, não é?
“You and I are like oil and water”. Nós tentámos misturar. As lutas quebram tudo, até o certo e o errado, esse, esse fica para depois. Mas pensar no certo e no errado faz com que o sentido etimológico da ‘coisa’ fique num meio-termo sendo isso mais um obstáculo. E o que seria de uma luta sem um obstáculo? Nós dançamos num vulcão, sobre espíritos negros. Expandem-se as ideias e atropelam-se num raciocínio acelerado. As opções são tantas e, ritmadamente oscilam. A maior parte das vezes o escuro pesa mais que a lucidez. A dor está no sangue, ela move-se ferozmente e lateja até os nossos olhos. Só os fortes a acalmam e a param com um estalar de dedos. Porque não matámos os espíritos negros? (…) “Baby, this wouldn’t be the first time. It will not be the last time” Não seria a primeira vez nem a segunda nem a terceira, e não vai ser a última vez. As tentativas de misturar são maioritárias na medida que os factos visam para as nossas razões. ‘Não seria a mesma coisa sem ti. Mal dá para divulgar o que sinto há medida que o tempo passa e deixa tanto a desejar (…)! Definitivamente, gostar de ti é pouco e às vezes parece que tudo está contra nós, falando do tempo (mais uma vez!) que corre e de atitudes incompreensíveis que nos fazem recuar (mais uma vez!).’ Não existe uma força maior que nos proteja deste tempo? Sorrir é um caminho com uma protecção, se assim for o caso. Demasiados sorrisos que se lançam são uma armadura para proteger da morte mental, da tristeza e do desalento. Dá vontade de deixar os sorrisos para lá, dá vontade de pegar na primeira pedra e de a deixar cair mas é preferível continuar a tentar misturar, porque dar de prenda uma história para a nostalgia não favorece a saudade. E a saudade sempre esteve do meu lado. Subsistem olhares, silêncio, troca de afectos. ‘Observar-te passa a ser ordem do dia. É como atingir o pleno. Foi, é, e vai continuar a ser uma gradação, e é isto que eu sinto.’ “We were trying to believe everything would get better” Como em todos os casos, cada um se agarra àquilo que o sustem. Pensamos sempre em acreditar que tudo pode ficar melhor, mesmo que já não haja motivos, nem qualificações. Tanto que, até podem existir motivos, mas não existem certezas, não é assim? Tentamos sempre entender o outro lado e quase sempre, conseguimos. Cada coisa a seu tempo e cada coisa precisa de tempo para entender o seu tempo, o seu espaço. Devemos sempre dar tempo, ajudar a entender, se assim for. ‘Eu não me arrependo de nada, só do que não fiz.’ “We’ve been lying to each other”. Nunca queremos tentar misturar em vão, muito menos com mentiras. Essas flutuam sempre que a mistura é heterogenia. Não se misturam. ‘Mas em nós não existe disso. Conseguimos ser translúcidos e nítidos nas verdades. Os sonhos têm boca e o meu não é excepção.’ Há sempre tempo para quem amámos. Só quero chamar isto pelo nome. Quando deixámos de “tentar misturar” é melhor avisar mesmo que o sonho pare de funcionar. Quantas vezes bebemos as palavras e quase nos engasgamos? ‘Tenho medo de ouvir: “Estou fora de combate”. E aí, aí não existe nada que nos faça misturar. Mas eu anseio pelo dia que demonstre a mim própria que não faço as coisas em vão, apenas luto por o que o que me faz sorrir todas as manhãs quando acordo e pensar que mais um dia te tenho a meu lado. Eu nunca vou largar o sonho, nem a ti, nem o teu sorriso, prometo :’)’
“You and I are like oil and water”. Nós tentámos misturar. As lutas quebram tudo, até o certo e o errado, esse, esse fica para depois. Mas pensar no certo e no errado faz com que o sentido etimológico da ‘coisa’ fique num meio-termo sendo isso mais um obstáculo. E o que seria de uma luta sem um obstáculo? Nós dançamos num vulcão, sobre espíritos negros. Expandem-se as ideias e atropelam-se num raciocínio acelerado. As opções são tantas e, ritmadamente oscilam. A maior parte das vezes o escuro pesa mais que a lucidez. A dor está no sangue, ela move-se ferozmente e lateja até os nossos olhos. Só os fortes a acalmam e a param com um estalar de dedos. Porque não matámos os espíritos negros? (…) “Baby, this wouldn’t be the first time. It will not be the last time” Não seria a primeira vez nem a segunda nem a terceira, e não vai ser a última vez. As tentativas de misturar são maioritárias na medida que os factos visam para as nossas razões. ‘Não seria a mesma coisa sem ti. Mal dá para divulgar o que sinto há medida que o tempo passa e deixa tanto a desejar (…)! Definitivamente, gostar de ti é pouco e às vezes parece que tudo está contra nós, falando do tempo (mais uma vez!) que corre e de atitudes incompreensíveis que nos fazem recuar (mais uma vez!).’ Não existe uma força maior que nos proteja deste tempo? Sorrir é um caminho com uma protecção, se assim for o caso. Demasiados sorrisos que se lançam são uma armadura para proteger da morte mental, da tristeza e do desalento. Dá vontade de deixar os sorrisos para lá, dá vontade de pegar na primeira pedra e de a deixar cair mas é preferível continuar a tentar misturar, porque dar de prenda uma história para a nostalgia não favorece a saudade. E a saudade sempre esteve do meu lado. Subsistem olhares, silêncio, troca de afectos. ‘Observar-te passa a ser ordem do dia. É como atingir o pleno. Foi, é, e vai continuar a ser uma gradação, e é isto que eu sinto.’ “We were trying to believe everything would get better” Como em todos os casos, cada um se agarra àquilo que o sustem. Pensamos sempre em acreditar que tudo pode ficar melhor, mesmo que já não haja motivos, nem qualificações. Tanto que, até podem existir motivos, mas não existem certezas, não é assim? Tentamos sempre entender o outro lado e quase sempre, conseguimos. Cada coisa a seu tempo e cada coisa precisa de tempo para entender o seu tempo, o seu espaço. Devemos sempre dar tempo, ajudar a entender, se assim for. ‘Eu não me arrependo de nada, só do que não fiz.’ “We’ve been lying to each other”. Nunca queremos tentar misturar em vão, muito menos com mentiras. Essas flutuam sempre que a mistura é heterogenia. Não se misturam. ‘Mas em nós não existe disso. Conseguimos ser translúcidos e nítidos nas verdades. Os sonhos têm boca e o meu não é excepção.’ Há sempre tempo para quem amámos. Só quero chamar isto pelo nome. Quando deixámos de “tentar misturar” é melhor avisar mesmo que o sonho pare de funcionar. Quantas vezes bebemos as palavras e quase nos engasgamos? ‘Tenho medo de ouvir: “Estou fora de combate”. E aí, aí não existe nada que nos faça misturar. Mas eu anseio pelo dia que demonstre a mim própria que não faço as coisas em vão, apenas luto por o que o que me faz sorrir todas as manhãs quando acordo e pensar que mais um dia te tenho a meu lado. Eu nunca vou largar o sonho, nem a ti, nem o teu sorriso, prometo :’)’